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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Tucídides, o historiador general

A guerra do Peloponeso (431 a 404 a. C.) foi um confronto pós-guerras médicas (gregos x persas) que teria ocorrido entre as duas maiores potências gregas: Atenas e Esparta.
Não se iluda com a visão intelectual-filosófica que Atenas transmite no imaginário atual. Eles tinham exército, ouro e aliados. No entanto, quem leva a melhor na guerra entre os gregos são os espartanos, esse mesmo povo que teria lutado a Batalha de Termópilas décadas e décadas antes. sim, sim a do filme
Termópilas foi e é o símbolo de heroísmo, coragem e disciplina da civilização ocidental: 300 espartanos contra 100 ou 200 mil persas, infligindo perdas terríveis no exército persa. Com o mito Termópilas, os persas são reduzidos a covardes e fracos, e os espartanos são considerados corajosos saiajins.
Mas Tucídides foi o cara que escreveu a Guerra do Peloponeso, que ocorreu muito tempo depois de Termópilas. Esse texto é uma hipótese do que teria levado ele a escrever a história de uma guerra que perdeu.
Com o efeito mito que a batalha de Termópilas deixa no imaginário em mente, podemos deduzir o que levou um general ateniense, que lutou e perdeu a guerra, a registra-la. Tucídides é seco em seu texto. Seu texto possui um apego ao factual que legitima sua versão da guerra do Peloponeso perante qualquer outra versão.
Ele não conta a Guerra do Peloponeso, ele a limita. "A guerra foi só isto". Ele, por exemplo, inicia seu texto descrevendo os dois exércitos. Impossibilita os poetas a cantarem que dez espartanos mataram 1.000 atenienses.
Tucídides limita a vitória espartana ao plano físico, e ganha na batalha da memória. Eis o motivo que aponto para Tucídides ter contado a guerra que perdeu: ele a limitou como uma vitória comum como qualquer outra, e não um evento épico e humilhante.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Oi, reparou no vaso? Bjos

Então, se você é um bom observador, com certeza viu que muitas postagens sobre História Antiga tem vasos como ilustrações.
O vaso ele é o maior símbolo da cultura grega antiga. Além disso, base comercial grega eram os vasos.
Não haviam talheres, caixas, ou copos. Haviam vasos. De bronze, argila, cerâmica, etc. Vasos, vasos, vasos.
E são nesses vasos que podemos estudar a arte grega, sua mitologia não hesiódica e, tão importante quanto, as influências culturais gregas espalhadas por todo o mediterrâneo.
Tem uma doutora da UNICAMP que recém fez a tese em que mostrava como a resistência à cultura grega se deu na Magna Grécia (nossa amada Sícilia) através... Dos vasos. ah como eu queria me lembrar o nome dela!
Em relação ao termo "mitologia não hesiódica" que eu nunca tinha visto em lugar qualquer e me perdoem pela criação grotesca, me refiro ao que Hesíodo não conta em sua teogonia. Se ele contou uma história, com certeza realizou, arbitrariamente ou não, uma seleção de divindades apresentáveis e versões para suas histórias foram selecionadas. Portanto, prender seus conhecimentos mitológicos gregos na teogonia, é submeter-se a uma versão formada por uma arbitrariedade de origem desconhecida.
Fora que, voltando aos vasos meninos e meninas, vocês não vão saber todas as histórinhas sobre Zeus na faculdade, mas com certeza vão escutar a palavra vaso um zilhão de vezes.
Os famosos comportamentos sexuais gregos podem ser admirados em alguns vasos que se encontram escondidos em museus europeus. cara, talvez eu tenha lido isso no "Amor, desejo e poder na Antiguidade", mas não tenho certeza.

domingo, 5 de setembro de 2010

Hýbris

Como o objetivo desse blog é traduzir alguns textos historiográficos para um português acessível, porque não traduzir um grego básico para uma melhor compreensão da Antiguidade? Seguindo o fluxo, da postagem sobre o tempo grego, e ainda se baseando no livro: "Mito e Pensamento entre os Gregos" do nosso comunista assumido preferido Vernant que nunca, pelo que eu saiba, foi terrorista as divisões das raças ouro, prata, bronze e heróis se dá pelos conceitos de Hýbris e Díke. Vamos explorar o conceito de Hýbris um pouquinho.
Hýbris é maléfica, especialmente para os pobres, segundo Hesíodo. A Hýbris é a desmedida. Hýbris é ultrapassar os limites segundo um dicionário de Filosofia que eu encontrei perdido na biblioteca.
O conceito filosófico de Hýbris pode ser visto com Ícaro, que tentou se igualar a um deus e morreu por isso. Hýbris então, é a ambição humana de se igualar aos deuses.
É muito legal como a gente observa a influência do pensamento de punição divina àqueles que ultrapassam limites, inclusive em relação a filosofia católica.
A raça de prata foi destruída por sua Hýbris desmedida, assim como a raça de bronze também se destaca à dos heróis por esse valor.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

O tempo dos heróis

A linha do tempo não nasceu do nada. A linha do tempo foi uma construção para uma História que teria início (Gênese) e fim (Apocalipse), porém, antes que essa idéia fosse implantada, o que dominava geral era o Tempo Cosmogônico, a visão/experiência do tempo pelos gregos e outras culturas que seriam, pela Igreja católica, denominadas pagãs futuramente.
O símbolo do tempo na cultura grega é a Roda da Fortuna, a existência do individuo representada por: nascer, crescer, reproduzir, morrer, reencarnar (nascer), crescer, morrer, reencarnar... Logo, entre as reencarnações, o individuo esquecia de sua vida (tomando água do rio do Hades, Lethes) e, ao mesmo tempo, era esquecido.
Como assim? O tempo, quando se repete mudando apenas detalhes, também tem um caráter destrutivo. O individuo é esquecido tanto quanto esquece. O tempo passa e ele já era.
Paralelo a isso, Hesíodo escreve a origem do Homem em sua obra: "O trabalho e os dias" e nela existem quatro raças de homens: de ouro, prata, de bronze e de ferro (a qual o poeta pertence). Elas não possuem um caráter evolutivo como a primeira vista pode aparecer, elas se diferenciam pelos conceitos de Hybris e Díke, mas percebe-se uma substituição entre as raças que apaga a anterior da memória. No entanto, devido ao tempo cosmogônico, Hesíodo afirma que é infeliz na raça de ferro e gostaria de ter nascido "antes ou depois" desse tempo.
Todas essas raças são de homens que viveram, morreram e foram esquecidos, no entanto, há, na mitologia homens e semideuses que superam moral ou fisicamente seus irmãos. Seus nomes ecoam pela eternidade: Aquiles. Herácles. Heitor. Etc, etc...
Eles não são inclusos em qualquer uma das raças, que o tempo destrói, eles não tomam água do Letes e reencarnam. Para eles, há uma ilha no meio do rio místico para que seus permaneçam vivos na memória. Hesíodo anuncia que eles não pertencem a raça alguma, exceto, a raça dos Heróis.
Não é o sonho de todo grande Homem entrar para a História? Pois bem, essa era a maneira mais gloriosa de faze-lo.

domingo, 1 de agosto de 2010

Aristóteles e a História

Aristóteles diz, na lata, que a poesia é mais filosófica e séria do que a História em seu livro Poética, capítulo nono.
"A poesia é mais filosófica e séria do que a história, pois aquela fala principalmente do universal e a história do particular."
Só que, para Aristóteles, de poesia se entendia todos os mitos gregos, toda a memória e o conhecimento filosófico, toda a tragédia, toda a arte, em fim...
E o que seria a História em um mundo onde tudo se repete? E tudo se repete na sua visão filosófica da Grécia Antiga, o destino grego, combatido e enfrentado a todo o momento.
Ao mesmo tempo que o futuro é preciso, também é incerto porque os gregos lutavam constantemente para impedir/burlar seu próprio destino.
A vida grega se resume em recomeço. Sim, eles acreditavam em reencarnação, no entanto, sem uma perspectiva evolucionista. Complicado néh?
Então, se formos seguir o glorioso Paul Veyne, e nos perguntarmos se os gregos (que são vistos como os racionalistas, os pensadores, os bam-bam-bam da História Antiga) acreditavam em seus mitos a resposta pode ser sim: eles se utilizavam da mitologia para filosofar em cima dela, o que se parece muito com o que as pessoas de hoje em dia fazem com a bíblia, e o fato de que se estão em um ciclo e tudo que já aconteceu acontecerá novamente de outra forma, interpretar o "passado" corretamente consiste em prever o futuro.
Por isso a idéia do oráculo na Grécia Antiga: ele olha a roda da vida, do destino, da fortuna no sentido do futuro, enquanto o aedo a visualiza no sentido do passado.
Mora aí a importância do aedo, junto com a importância do mito até na Grécia clássica: a filosofia sobre o mito. A interpretação da roda.
Vide o grande matemático Pitágoras que lembrava e treinava os seus pupilos para lembrarem de suas encarnações passadas.
Logo, Aristóteles talvez não gostasse da história de Heródoto que conta o que aconteceu na roda sem uma interpretação tão filosófica quanto a história de hoje em dia.
Afinal, não é uma idéia grega olhar para o passado para prever o futuro?

Pitágoras: Voz do Saber
Píton: serpente do oráculo de Delfos, áquela que guarda o Saber.
Ágora: Voz. O espaço para debater e aprender.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

A Imagem do Zeus Humano

"Tudo que o homem já fez, um homem grego já pensou antes."
Não concordo nem discordo, só afirmo que nada foi ou é tão criativo e inovador como foi e é a mitologia grega.
Os estereótipos que formam o panteão grego são base para muitos dos personagens criados na dramaturgia, na literatura, na música, nas novelas, etc, etc, etc... A graça da vida, a roda das paixões humanas foi idealizada e representada nos deuses gregos. a primeira novela das 8 da História
Todos eles tem poderes divinos e paixões/sentimentos/desejos/vontades humanas.
E um dos mais carismáticos personagens é Zeus.
Zeus, (Ζεύς em grego antigo), é o rei dos deuses na mitologia grega.
Conseguiu se livrar do destino: ser engolido pelo titã pai Cronos como todos seus irmãos tinham sido.
Zeus teria sido criado em uma caverna de Creta. Ao alcançar a idade certa, tomou a pele da cabra que o alimentava, fez dela sua armadura (a Égide, justificando o "Zeus porta-égide" da Teogonia) e foi combater seus pai, quem derrotou.
Governou o Olimpo, lar de seus irmãos, assim como os governou.
A história de Zeus é muito conhecida e algumas contradições são visíveis devido ao fato de que várias cidades-Estado gregas queriam ligar seu passado ao nome de Zeus (como pessoas importantes cuja árvore genealógica acima da terceira geração seriam reescritas com nomes de divindades).
Mas vale focar no aspecto humano dos deuses gregos. Eles são movidos por suas paixões (vide o motivo da Íliada, a vingança de Hera e Atena) e, no caso de Zeus, sua parte humana é expressa em suas aventuras "amorosas".
A idéia de amor no mundo grego, o "amor" heterossexual, não devia ser muito popular, uma vez que a posse guerreira, o sequestro, o saque, o estupro, eram os métodos de "amor" dos guerreiros. Vide na Íliada as escravas e a briga entre Aquiles e Agamenom por causa da recém-escrava Briseida.
E o tesão masculino é suprido por estupros. Incluindo o tesão de Zeus que utiliza de várias artimanhas para conseguir "dormir" com suas cobiçadas fêmeas. Ele se transforma em cisne, águia, touro, marido, etc...
Zeus é aquele que aplica a justiça, no entanto, come sua mulher (LITERALMENTE) cujos filhos deveriam superar o pai em poder e ignora o direito monogâmico das humanas.
Aí é que está: a idéia monogâmica na Grécia Antiga. O jovens atenienses seriam estimulados a manter relações com homens mais velhos (esfregações na verdade) nos gimnásios da metrópole.
E, por causa dessas muitas aventuras sexuais de Zeus surge na mitologia um personagem que me intriga: Hera.
Hera apresenta a luta por uma monogamia que na verdade não existe para a alta sociedade, quer dizer, pelo menos não para a alta sociedade (baixou o Marx: a classe dominante).
Quase ninguém gosta da Hera tirando, talvez, a minha namorada. Ela quer ferrar o Hércules, quer ferrar as amantes de Zeus, quer ferrar os troianos. Ela ferra todo mundo. Porque Zeus, bem, "ferra" todo mundo. isso aqui é blog de família, neah?
E o ciúmes de Hera aparece como um estimulante e movimentador das encrencas e lendas da mitologia grega.
Hera é linda e poderosa, o único ser mais poderoso que ela seria seu marido e irmão, Zeus. Diferente da mulher ateniense que, em oposição a romana, ficava trancada dentro de casa.
A figura de Zeus foi relida e explorada diversas vezes em diversas formas. mas botar Zeus com armadura medieval em Clash of Titans doeu...
Sua imagem aparece até na idealização de um Deus cristão oni-potente. Afinal, não é uma influencia direta da mitologia greco-romana um Deus barbudo de cabelos brancos?
Mas a primeira imagem de Zeus, aquela cultuada na Grécia Antiga, não seria uma expressão do que todo o homem sonhava em ser? Rei de seus semelhantes, subjugando sexualmente todos os que quisesse. Impondo justiça aos subordinados e ditando a vida dos que o cercam como bem entender?
Zeus é menos que humano para os nossos dias, ele é um animal com tesão animal.
E uma discussão muito bacana sobre os mitos de Zeus aparece em Clash of Gods : ZEUS (trdução deles: "O confronto dos deuses: ZEUS"), no History Channel. Muito bacana mesmo.

sábado, 26 de junho de 2010

Anacronismo de Homero


O que é Anacronismo?
Pelo dicionário online
Priberam: anacronismo: s. m
1. Erro cronológico.
2. Coisa a que se atribui uma época em que ela não tinha razão de ser.


Anacronismo é quando você julga, interpreta ou visualiza um fato, evento ou período histórico com os olhares de outro.
Um exemplo, quando descrevi os
daimyos do Japão medieval como lordes feudais, grandes latifundiários. Atribui termos de outras épocas para um outro tempo (uma vez que o valor semântico de daimyo não é o mesmo de lorde feudal)
No texto de
Trabulsi¹ (A mobilização política na Grécia Antiga), que é o mesmo que aborda a discussão tirano grego como um líder populista do post Demos Cratos a tiranos, ele expõe de uma maneira um pouco tímida idéia de que o aedo mais famoso de todos os tempos, Homero, (afinal se ele foi um aedo, ele só podia ser daquele tempo mesmo) não teria escrito as épicas Íliada e Odisséia fiéis às formas de governo do período contemporâneo as histórias.
O período em que Homero viveu foi, mais ou menos, VIII a. C., o início da era Clássica grega, quando a idéia de democracia era exercida em algumas cidades-Estado, e primeiramente na pólis em que ele viveu (Quios, a primeira democracia).
As epopéias se passam uns 300 anos antes, durante a civilização micênica quando a forma de governo dominante era o governo dos wanax (eis um anacronismo didático: um rei absolutista), que não fica muito bem representado na Íliada em que diversas vezes os heróis se reúnem em assembléias e o rei do exército, Agamenom, se reúne com outros reis.
Essas assembléias são realizadas em todos os níveis: monárquicos, troiano, aqueiano e divino (até Zeus reúne os deuses diversas vezes para expor sua opinião). Logo, acompanha a Íliada e a Odisséia uma idéia da necessidade do convencimento dos subalternos. Que seria uma necessidade da democracia de Quios contemporânea de Homero.
Outro fator que José Antonio Dabdab Trabulsi apresenta é a quantidade de lideranças (reis) presentes na Íliada e sobrando ainda uma galera para tentar usurpar o trono de Odisseu enquanto ele está em sua odisséia de volta. Essa quantidade enorme de lideres cria a necessidade de adjetivos para designar mais rei ou menos rei durante a Íliada em grego, fazendo um neologismo que provavelmente não foi contemporâneo às epopéias e sim, a Homero narrando-as.
Vale lembrar que as epopéias teriam sido transmitidas por via oral e aedóica por 300 anos, e sabe como é, cada conto aumenta um ponto.
Então, ou o absolutismo cretense tinha um cunho democrático e uma porrada de reis, ou os valores do tempo de Homero foram expressos nos clássicos enchendo as bases da História grega de anacronismos.

¹José Antonio Dabdab Trabulsi = formado na UFRJ, o cara já tem uns dois pós-doutorado e um currículo enorme, poliglota e que escreve muito bem! (O cara é um Funari que está atuando na UFMG)

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Demos Cratos a tiranos


Quando a gente estuda política na Grécia Antiga na escola, o professor provavelmente traçou um risco no meio do quadro e explicou Atenas de um lado e Esparta do outro. O militarismo espartano e a democracia ateniense.
Mas a questão ateniense não é explicitada com o respeito que merece! Por exemplo, a democracia não começou em Atenas. Nas dezenas de cidade-Estados gregas várias formas de governo foram desenvolvidas, incluindo a democracia, de diferentes maneiras.
Em Atenas, um cidade portuária e, boa parte por isso, rica, os grandes latifundiários tinham grande poder político na forma de governo de então. Pode soar meio estranho a idéia latifundiário e porto, mas era isso mesmo: os grandes latifundiários tinham terras no campo e concentravam-se na cidade (no ginásio, na Ágora, etc...).
O tempo das tiranias na Grécia foi um momento em que a população pobre (o "estrato inferior" dos marxistas) revoltou-se e incumbiu homens com poderes ilimitados que deveriam estar de acordo com a vontade das massas.
O ditador seria o defensor do povo da aristocracia exploradora (os grandes latifundiários, os eupátrias de Atenas).
É estranho usar esse termo, não? DITADOR! O que lhe vem a cabeça? Hitler, sem dúvida, Mussolini, Stalin, talvez um Ahmadinejad no máximo. Mas raras são as pessoas que lembram dessa palavra, que agrupa uma conotação que é a representação máxima de tudo o que há de mal no mundo, com o nosso querido Vargas, "
o melhor presidente do Brasil".
E não seria Vargas essa figura povão? A política populista onde um homem confiável representa os interesses das massas contra os ricos exploradores ou comunistas comedores de criancinhas
(olha, não parece uma história austríaca alemã?).
Então um ditador seria a expressão máxima da vontade da maioria? Que vontade de responder sim, a expressão máxima de democracia é a imposição de um ditador carismático!
Mas não seria a democracia só existente em um sistema onde todos o demos (o povo) tivesse a mesma educação e a mesma capacidade crítica para que todos pudessem exercer a democracia no mesmo nível?
Então a chave da democracia de verdade é a Educação. Ela não permite manipulação e, logo, também não permite populismo. Repito: a democracia não seria possível apenas se todos tivessem a mesma capacidade de compreensão?
Para aqueles que não acreditam no socialismo porque ele é utópico, bom, eu lhes apresento a democracia.